Amor antigo...
Por: Pedro Paulo Costa
Eu abrí as janelas
Do meu quarto,
E a noite cinzenta
Me trouxe,
Um sentimento
Que não sentia,
Fazia tempo...
Um sentimento
Que se acendeu
Em mim...
E morava aqui
Fazia tempo,
Sei muito bem...
E, então
A esperança
Renasceu,
Na minha alma
Despedaçada...
Soprada pelo vento
Da melancolia...
Lembrei-me
Quando te vi,
Pela primeira vez...
E meu mundo
Se encheu,
De vida
E de côr...
Senti-me
Então mais feliz
Que as borboletas,
Que sobrevoam
Os jardins,
E posam sobre
As plantas,
E as flores
Pra se alimentar...
Deixe-me
Ser em sua vida,
Mais do que
Um instante
De prazer,
Que toca a pele
Arrepiando...
Que faz a vida
Ser tão intensa...
Venha,
Venha não demore,
Estou ansioso
Te aguardando,
Quero sussurrar
Nos teus ouvidos...
Tudo que a saudade
Deixou pra nós...
Venha,
Deixe eu sentir
Um aperto
No meu peito,
O amor que dura
Não gera nenhuma,
Desconfiança...
Venha agora
Não demore,
E num momento
Você será sempre,
A única pessoa
Que me entende...
Venha,
Eu acredito
Que nosso encontro,
Desafia o destino...
Que de velho
Mais belo,
Mais profundo...
Venha,
E, não me diga
nada...
Não há razão
Pra você não vir,
Pra gente se entender..
Amor assim
Não dá pra esquecer!...
Venha,
O nosso amor,
Faz a vida
Tão Intensa...
O nosso amor
De velho,
Ficou profundo...
Amor assim,
Não dá pra esquecer...
Venha,
É tanto amor,
É tanto encanto!...
Obs: Esse texto faz parte das reflexões que tenho feito e guardo registradas no meu arquivo.