Chovia muito...

Por: Pedro Paulo Costa


Porque não me faz pensar a brisa 
que a gente vive e não pensa, sim...
e pensando-se que vivendo assim
tudo o que acontece se realiza...

Nas lutas a gente se desvanece 
e busca ter fé, pra gente perder 
o medo necessário somente é, saber 
daquilo que a gente ainda desconhece...

Ilusões... no que eu penso, que transponho, 
meus pensamentos e chegar ao sonho
no meu quarto tão escuro e sem afeto...

Chove no entanto, e penso ao travesseiro 
na chuva que vem desabar sobre o teto 
desse tão meu solitário desespero...


Obs: Esse meu soneto data de 20/10/1975, quando eu residia na Cidade de Vargem Alegre, que era um distrito de Caratinga-MG, a Cidade onde nasci.

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