Postagens

Mostrando postagens de junho, 2025

Tempo

Por: Maria Helena Costa  Teve um tempo em que me esqueci dos sonhos, E todos os meus frutos se fizeram gomos... Senti então a rudeza nua e crua dos meus ais, E me desfiz de todos os meus rituais... Nesse tempo degustei de raras belezas, Rodei mundos nas asas das borboletas. Neste tempo me descobri quase inteira... Mergulhei na vida sem eira nem beira... Me perdi, me encontrei, chorei rios de alegrias. Voei como um bando de passarinhos... Cai e levantei, bati e apanhei... Inventei alegorias, Pousei em galhos floridos, descansei em vários ninhos... Borboleta no meu vôo, pássaro no meu pouso, Açucena bem pequena, Sempre-viva sem guarida. Nos ramos sempre pendentes do lugar donde mais ouso, Semeei os grãos sem conta... e colhi da lida... Margarida. Obs: Esse lindo poema é de autoria da minha irmã Maria Helena Costa, ela é colaboradora desse blog, é Psicóloga, Psicanalista, tem uma família maravilhosa e reside em Belo Horizonte-MG.

Professora

Por: Maria Helena Costa  Mamãe me apresentou as letrinhas, Numa sopa de macarrão. Me ensinou a engolir as palavras, Principalmente o palavrão. Filho da P? de jeito nenhum. Vai tomar no U? cruz então! De tanto levar palmadas, Hoje eu não xingo não. Prefiro fazer poesias, Brincar com as letrinhas. Sou o mágico da cartola, A inquieta bailarina. Vou pular no seu cangote, Mergulhar no seu abraço, Dizer que você permanece, No balanção do meu nacho. Donzela, gazela, formosa, Rara beleza, linda princesa, Mamãe professora zelosa, Das pedras a mais preciosa... Obs: Esse lindo poema é de autoria da Maria Helena Costa, minha irmã e colaboradora desse blog, ela é Psicóloga e Psicanalista, tem uma família maravilhosa, e reside em Belo Horizonte-MG.

Desencanto...

Por: Pedro Paulo Costa  Nas madrugadas perdidas  do meu alento, busco respostas  num devaneio  entre tantas dúvidas... Na busca  por tantas  respostas  me calo, pois não esperava, talvez  já estar vencido... Sou mensageiro, sou poeta, que nota os brados de uma alvorada, que já não mais  desperta... Diante de mim contemplo  as folhas brancas  de um velho caderno,  que se enchem  das palavras  distorcidas, do meu desalento... Acho até que sou poeta, perdido na surdina  dos ruídos, na devassidão  dessa noite sem fim que entra pela minha janela,  e que vai enchendo  de melodias, a escalada busca  do meu desolado desencanto... Sou mensageiro  sou poeta  que nota os brados  de uma alvorada  que já não mais  desperta... Diante de mim  contemplo  as folhas brancas  de um velho caderno, que se enchem das palavras  distorcidas do meu desalento... Acho até que...

OLHOS QUE O MUNDO FERIU

Autoria: Pastor Cleber Farias  Olhos marcados, rosto fechado, Dor que se esconde num corpo cansado. Mais que feridas na pele, no chão, Há cicatrizes fundas no coração. O espelho pergunta: "Quem sou afinal?" Um homem quebrado? Um saco sem sal? Mas o céu responde com voz de verdade: "Tu és Meu filho, amado de verdade!" A vida te bateu, te jogou no escuro, Mas Deus não desiste, é Pai tão seguro. Na Casa Viver em Cristo, há luz que abraça, Há mãos que cuidam, há paz que não passa. Vai homem forte, recomeça a andar, Teus olhos feridos vão te iluminar. Pois onde há dor, Ele planta esperança, E onde há queda, Ele traz mudança. Obs: O pastor CLEBER FARIAS, juntamente com a sua esposa Renata Farias, é diretor e idealizador do Projeto Casa Viver em Cristo, que abriga alguns moradores de rua e viciados em drogas no bairro São Francisco em Jacaraípe. Ele é o autor desse lindo poema que faz parte do livro "Cacos nas Mãos do Oleiro."