Desencanto...
Por: Pedro Paulo Costa
Nas madrugadas
perdidas
do meu alento,
busco respostas
num devaneio
entre tantas dúvidas...
Na busca
por tantas
respostas
me calo,
pois não esperava,
talvez
já estar vencido...
Sou mensageiro,
sou poeta,
que nota
os brados
de uma alvorada,
que já não mais
desperta...
Diante de mim
contemplo
as folhas brancas
de um velho caderno,
que se enchem
das palavras
distorcidas,
do meu
desalento...
Acho até que sou
poeta,
perdido na surdina
dos ruídos,
na devassidão
dessa noite sem fim
que entra
pela minha janela,
e que vai enchendo
de melodias,
a escalada busca
do meu desolado
desencanto...
Sou mensageiro
sou poeta
que nota
os brados
de uma alvorada
que já não mais
desperta...
Diante de mim
contemplo
as folhas brancas
de um velho caderno,
que se enchem
das palavras
distorcidas
do meu desalento...
Acho até que sou
poeta,
perdido na surdina
dos ruídos,
na devassidão
dessa noite sem fim
que entra
pela minha janela,
e que vai enchendo
de melodias,
a escalada busca
do meu desolado
desencanto...
Obs: Esse poema está registrado nos rascunhos de um velho caderno, onde tenho anotado alguns outros poemas e data de 12/10/1973.