Tempo
Teve um tempo em que me esqueci dos sonhos,
E todos os meus frutos se fizeram gomos...
Senti então a rudeza nua e crua dos meus ais,
E me desfiz de todos os meus rituais...
Nesse tempo degustei de raras belezas,
Rodei mundos nas asas das borboletas.
Neste tempo me descobri quase inteira...
Mergulhei na vida sem eira nem beira...
Me perdi, me encontrei, chorei rios de alegrias.
Voei como um bando de passarinhos...
Cai e levantei, bati e apanhei... Inventei alegorias,
Pousei em galhos floridos, descansei em vários ninhos...
Borboleta no meu vôo, pássaro no meu pouso,
Açucena bem pequena, Sempre-viva sem guarida.
Nos ramos sempre pendentes do lugar donde mais ouso,
Semeei os grãos sem conta... e colhi da lida... Margarida.
Obs: Esse lindo poema é de autoria da minha irmã Maria Helena Costa, ela é colaboradora desse blog, é Psicóloga, Psicanalista, tem uma família maravilhosa e reside em Belo Horizonte-MG.