Ô, que saudade ...

Por: Pedro Paulo Costa 



Ô, que saudade...
O tempo passa,
E a gente pensa
Que tudo vai 
Ser fácil,
Que tudo é amor...

Mas, depois 
A gente descobre,
Que a vida 
Vai passando,
Os amigos de rua,
E de escola,
Se vão, e a gente 
Já não se vê mais...

Ô, que saudade...
O tempo escorre 
Feito areia no leito
De um riacho...
E os sonhos 
Como cinzas,
Ficaram pelo caminho...

Ô, que saudade...
A vida ensina 
Grandes lições,
Quando a gente pisca 
Já não vê mais 
Os rostos queridos 
Dos vizinhos,
E também dos avós...

Ô, que saudade...
Vida de criança
É pés descalços,
E pura inocência
Ficar brincando 
Na chuva...
A Saudade vem,
E machuca o peito...

Ô, que saudade...
E fico a pensar,
Que tudo é passageiro...
O tempo passa 
Rápido ligeiro,
E que se deve dizer
Sempre para os pais, 
Eu te amo...

Ô, que saudade...
De morar no interior 
Correr pelo quintal,
Ir pra uma roça 
Que tem cachoeira,
Subir nas árvores 
Pra pegar frutas...
Correr atrás das asas 
De algumas borboletas...

Ô, que saudades...
Do bom tempo 
Da minha infância...
Viver no céu 
De uma primavera,
Sentir os afagos 
Dos carinhos 
da minha mãe,
E dos beijos 
Das minhas irmãs...

Ô, que saudades...
Tão encantada,
Da minha infância...
Êita! Que saudade doída,
De saudosos tempos...

E depois,
a gente vai entender 
Que não pode deixar 
Nada pra amanhã,
Porque o amanhã
Pode nunca mais chegar...

Ô, que saudades...
Do tempo 
Da minha infância,
Que ficou pra sempre 
Nas minhas lembranças...

Ô, que saudades,
Que deixo retratado 
No quadro que pintei...
Com as côres
Que o tempo ainda
Não desbotou...

Que vai colorindo 
A minha vida...
Com côres,
E com saudades!...



Obs: Esse texto faz parte das reflexões que tenho feito e guardo registradas no meu arquivo.

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