Trem da Noite...
Por: Pedro Paulo Costa
Sobre o ritmo
Lento do trem Lanterna
Com seus vagões
O thrúquê-thrúquê...
É esse silvo que soa
Não é trovão,
É de uma lanterna
A brilhar sobre os trilhos,
Feito canção...
Num ritmo lento
O trem Lanterna
Percorre esses trilhos,
Desde que o mundo
Perdeu sua canção,
Carregando almas
Que não sabem,
A que lugar pertencem...
O trem Lanterna
Percorre fio a fio
Carregando almas,
E vejo a escuridão surgir
Ví a luz se apagar,
Mas o amor
Ahhh, o amor ainda arde,
Onde as histórias
São contadas...
Vem o trem
Cheio de gente,
E vejam, o amor...
Oh, o amor
Pode salvar o mundo,
Ahhh, sim...
O amor,
Pode não mover montanhas
Pode não parar a chuva,
Mas vai curar um coração
Partido do mesmo jeito...
Ei! Meu amor
Lá vem o trem,
Encontrei um fogo
No fundo da minha alma
Vermelho como o sol,
Mas é o amor
Que o mantém inteiro...
Ah, lá vem o trem
Cante essa verdade garoto,
Deixe a lanterna brilhar
É... Brilhe essa luz,
Onde a escuridão
não chega,
Pois o amor não pode apagar...
Lá vem o trem,
Você consegue sentir?
Aquele velho trilho, hein?
Aquele velho zumbido do trilho
Dizendo ainda
Não terminamos,
E isso aí, uauuu...
Vem o trem,
E saibam que o amor
Pode salvar o mundo,
Deixe-o embarcar
nesse trem,
E quando a lanterna brilhar
E a ponte se desdobrar...
Venha,
Transforme sua tristeza
Em canção,
Porque só o amor
Pode transformar o mundo
É o amor que nos transformou,
Ahh, é esse amor
Que move o mundo,
No trem noturno!...
Obs: Esse texto faz parte das reflexões que tenho feito e guardo registradas no meu arquivo.