Cântico do exílio...

Por: Pedro Paulo Costa 


Junto aos rios de Babilônia, 
ali nos assentamos,
e nos pusemos a chorar, 
recordando-nos de Sião, 
nos salgueiros 
que há no meio dela,
e ali nós 
penduramos as nossas harpas...

Esse era o lamento,
que os israelitas entoavam
com tristeza e dor,
depois de serem 
exilados na Babilônia,
e os trovadores 
punham-se a compôr,
os cânticos com saudades 
de Jerusalém...

Ó Jerusalém,
se eu me esquecer de ti, 
esqueça-se a minha destra 
da sua destreza...
Apegue-se-me a língua 
ao céu da boca, 
se não me lembrar de ti, 
se eu não preferir Jerusalém 
à minha maior alegria...

Ah! filha de Babilônia, 
devastadora,
feliz aquele que te retribuir 
consoante nos fizeste a nós...
Feliz aquele que pegar 
em teus pequeninos,
e der com eles nas pedras...

Óh, que saudades de Sião 
estamos oprimidos 
pelos nossos captores,
como então cantaremos 
cânticos de alegria?
Se a nossa angústia 
tem sido a nossa comida?
Como cantaremos,
se a nossa esperança 
evaporou diante de nós?
Como cantaremos 
canções de alegria,
se a tristeza nos acompanha 
durante o dia?
Como cantaremos 
se a saudade,
dorme à noite em nossa cama?...

Áh, Jerusalém
junto aos rios de Babilônia,
penduramos as nossas harpas 
nos salgueiros...
Como entoaremos nós 
canções de alegria
diante dos nossos opressores?
Se o nosso coração
encheu de dor
com saudades de ti?...




Obs: Esse texto faz parte das reflexões que tenho feito e guardo registradas no meu arquivo.

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