Reticências...
Por: Pedro Paulo Costa
[Chourus]
Áh, áh, áh, áh, áh,
humm, humm, humm...
[Gosto de viver assim
na expectativa...
É isso mesmo
ou seja,
em reticências...
Esses três pontinhos
intermitentes
que a gente coloca
no final de cada frase
pra dizer que nada,
está definido!]
Uma coisa sei,
parece que o talvez
seja uma desculpa
que as pessoas usam.
numa conversa
pra dizer que sim,
quando na verdade
elas estão querendo.
dizer que não...
Quando se trata
de relacionamento
fica pior ainda,
dependendo da situação,
e às vezes,
as pessoas dissimulam
e dizem que sim,
quando é não...
Eu herdei do meu pai
a ironia das palavras,
e a sátira
do ridículo alheio...
Não me ocupo
com a certeza,
eu me preocupo
com as incertezas...
Quase sempre me vejo
cogitando o que não sei,
gosto de viver
em suspense,
em meio as reticências...
As reticências
são sempre assim
um pensamento
inacabado,
e às vezes é,
uma desculpa
esfarrapada...
Eu acho até
que o silêncio seja,
a pior resposta
que alguém pode lhe dar,
quando você quer saber
e não consegue...
Eu gosto de usar
as reticências,
e tem horas que penso
que não sei as coisas
porque acho que elas,
usam um disfarce...
Quando você indaga
uma pessoa,
e em resposta
ele vem lhe dizer, bem...
Ou, se lhe ele disser,
você sabe que eu não sei..
Que resposta tola?
Gosto muito
das reticências,
porque ela nos faz crer
que os três pontinhos
nos leva a interpretar
O desfêcho das frases...
As reticências
Indicam que uma idéia
é sempre dinâmica,
ela não se conclui
mas ela se insinua,
no sentido de que toda,
reticência é infinita...
O que seria dos poetas
sem as reticências?
É ela que faz brotar
a vida nos versos
de todo poema,
e que tem tudo
ainda por se dizer,
numa apaixonante
e eterna construção...
Eu me atrevo a dizer
que quando estou
compondo versos,
eu faço uso
das reticências
pra tentar dizer,
o que somente a alma
de quem lê,
deve ser capaz
de entender!...
Obs: Esse texto faz parte das reflexões que tenho feito e guardo registradas no meu arquivo.