Solidão...
Não sei porque me faz pensar a brisa
Que a gente vive tanto e não pensa,
Ah sim, que de pensar e viver assim
Tudo o que nos acontece se realiza...
Na luta a gente sempre desvanece,
E às vezes pra não se perder o medo
Necessário é, saber de tudo aquilo
Que a gente por hora não conhece...
Que ilusões tive eu, que desalento,
Que transponho meu pensamento,
Nesse quarto tão escuro sem afeto...
Chove, e entanto penso com razão,
Na chuva que ora canta sobre o teto,
Desse meu tão solitário coração...
Obs: Esse soneto de minha autoria está registrado no meu caderno de rascunhos e data de 10/05/89.