DESVARIO
Por: Maria Helena Costa
Quando se encontra o desencontro,
O desvario é quase louco,
Tudo é medonho, enfadonho,
Nenhum encontro é reencontro.
Se o destempero do meu pranto,
Se deságua do meu poço,
Dos sentimentos... o mais sangrento
Surge e insurge violento!
Revolvem, insurgem e refluem...
Muita sombra e nenhum lúmen...
Pensar com as minhas entranhas,
Faz reluzir coisas estranhas.
É luta sempre hercúlea,
É coragem sempre davinica,
Ressuscitar-se do desvario,
Recompor-se do descompasso...
Obs: Esse poema é de autoria da Maria Helena Costa, minha irmã que é Psicóloga e Psicanalista e reside em Belo Horizonte-MG, e tem uma família maravilhosa.