EU VI TEU CLAMOR
Lá de cima, onde o céu não tem fim,
Meus olhos percorrem a terra sem cessar.
Entre multidões, ruídos e poeira,
Vi você... Sozinho... A se ajoelhar.
Tão pequeno parecia aos olhos do mundo,
Mas teu clamor ecoou pelo trono eterno.
Tuas mãos no chão, teu rosto na terra,
E o céu inteiro silenciou o inferno.
Vi tuas costas curvadas não por fraqueza,
Mas por reverência, dor e esperança.
O que ninguém entende, eu conheço bem:
A alma cansada que ainda dança.
Você não está só, mesmo quando não sentes,
Cada lágrima tua Eu conto com zelo.
Chamas por mim de um chão rachado,
E Eu respondo do Meu Castelo.
O mundo te ignora, mas Eu te vejo,
Os homens te julgam, mas Eu conheço.
Enquanto clamas com peito ferido,
Eu preparo cura, mesmo em silêncio.
Não é a força dos grandes que Me comove,
Mas o gemido dos pequenos em fé.
Porque onde o homem vê pó e miséria,
Eu vejo ouro que o fogo refaz.
Levanta, filho, pois ouvi tua oração,
Teu grito atravessou nuvem e céu.
E mesmo que o mundo não te entenda,
Lá de cima, onde o céu não tem fim...
Obs: Esse poema faz parte do Livro: "Cacos nas mãos do Oleiro", que é de autoria do Pastor Cleber Farias, que é Diretor e fundador da Casa de apoio Viver em Cristo, que abriga moradores de rua e dependentes de drogas, está situada no Bairro São Francisco em Jacaraípe-Serra/ES.