FINITUDE

Por: Maria Helena Costa


Tudo declina, esgota, nesta vida que se esvai,
Das pedras as mais lindas, dos gorgeios os mais amenos...
Dos vulcões os mais bravios e os mais doces ventos...

As dobras desenham os corpos e se encorpam,
Nas cravadas rugas que os anos inventam,
Tatuagens marcadas... Impingens dos tempos...

Somos seres tendentes a decrepitude,
Contornados em nossa finitude.
Humus que aduba as terras...

Mas qual finitude é mais danosa,
Do que viver sem poema, poesia, verso ou prosa?
Donde todas as almas emergem... airosas!




Obs: MARIA HELENA COSTA: É uma psicóloga e psicanalista muito especial, tem uma família maravilhosa e reside em Belo Horizonte.

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