Desalento...


Por: Pedro Paulo Costa 


Da janela ouço um triste canto,
de um pássaro que vive preso
e que vive só, é um canto triste 
que na gaiola o desalento mora...

Ele poderia bem estar solto por aí,
cantando muito alegre pelo céu afora,
mas o destino que o prendeu aqui,
traz a saudade do seu lar de outrora...

Ao escutá-lo penso no desalento,
que fez do nosso destino no entanto,
do mesmo encontro, uma mesma dor...

Sozinho ouço em meu quarto imerso 
esse triste canto, e nesse desencanto,
a tristeza em mim compõe esse verso...

Da janela ouço um triste canto,
de um pássaro que vive preso
e que vive só, é um canto triste 
que na gaiola o desalento mora...

Ele poderia bem estar solto por aí,
cantando muito alegre pelo céu afora,
mas o destino que o prendeu aqui,
traz a saudade do seu lar de outrora...

Ao escutá-lo penso no desalento,
que fez do nosso destino no entanto,
do mesmo encontro, uma mesma dor...

Sozinho ouço em meu quarto imerso 
esse triste canto, e nesse desencanto,
a tristeza em mim compõe esse verso...






Obs: Esse soneto de minha autoria e inspiração, está registrado no meu caderno de rascunhos e data de 07/02/1973. Nessa época eu resiia em Juiz de Fora-MG.

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